sábado, 4 de setembro de 2010

[Bem vindo, Ralf!]

Não comentei aqui e nem em outros lugares, mas há uma semana perdemos nosso cachorro. Nesky, o vira-lata, morreu rápido numa manhã de domingo. Como minha avó, um ano e meio atrás.

Luto à parte - e acreditem, Nesky faz muita falta -, corremos atrás de um novo cachorro. E por "nós", devido a meu histórico cigano, talvez seja bom explicar que me refiro a meus pais, eu e minha irmã.
Dois ou três dias depois, minha mãe já sabia de uma amiga da faxineira que tinha um mestiço de pastor alemão de quase dois anos de idade que tinha brigado com a gata e portanto estava sendo entregue à doação. Lá vai minha mãe, conhece o cachorro, a família, acerta tudo e no sábado ele vem para casa.

Sábado. Hoje.
Hora do almoço, pára uma caminhonete na frente de casa. Com Ralf, o príncipe-mestiço, na caçamba.
Magrelinho, coitado. Não por maus-tratos, mas por falta de condições da antiga família de o alimentar o suficiente. Como aqui nessa casa não toleramos ninguém mais magro que os donos - o que não é difícil, notem por meu porte físico -, já demos início ao regime de engorda. Ração durante o dia e sopa de carne moída com arroz, beterraba e cenoura no jantar. Cachorro aqui come melhor que muita gente pelo mundo.

É medroso, coitado. Ou talvez só esteja assustado pela mudança repentina de casa, família e comida. Se bem que, pela reação à comida, não creio que ele terá um grande problema para se adaptar.

E, por razões que estão além de nossa compreensão, ele gostou da Mari. Mari, minha irmã, que tem rinite alérgica e espirra só de pensar em qualquer coisa que tenha pêlos. Mas que, apesar disso, adora animais. Escolheu a dona, por assim dizer. Vai entender.

Um comentário:

Mari Lee disse...

roubando seu computador por um tempo, resolvo vir aqui.. e bem.. já faz um tempo que o Ralf tá com a gente e eu, apesar de ainda ser possivelmente a favorita dele, não sou a única dona. Ele adotou a todos daqui e ponto final.